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segunda-feira, 18 de junho de 2018
terça-feira, 5 de junho de 2018
sábado, 6 de janeiro de 2018
Guerra nos ares
Em um cenário de consolidação, Boeing e Embraer querem unir forças para ganhar escala na batalha pelo mercado de jatos regionais. Mas é na área militar que o acordo entre as duas companhias desperta mais interesse. Com os avançados Super Tucano e KC-390, a grande joia da indústria brasileira é estratégica para os americanos, que não vão poupar esforços para convencer o presidente Michel Temer de que o negócio será bom para ambas as partes

Força bruta: o cargueiro militar KC-390 recebeu aportes de R$ 6 bilhões do governo. Para a Boeing, é uma chance de incomodar a Lockheed Martin, sua maior rival do setor de defesa (Crédito: Divulgação)
Rodrigo caetano05.01.18 - 19h00 - Atualizado em 05.01.18 - 19h49
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Em agosto do ano passado, os céus do Novo México, nos Estados Unidos, foram tomados por uma verdadeira demonstração de poder de fogo. A Força Aérea Americana (USAF) realizou uma série de provas com aviões leves de ataque nos arredores da base de Holloman, um importante centro de testes militares. O exercício faz parte do programa Combat Dragon, um antigo projeto militar – seu início remete aos tempos da Guerra do Vietnã – para desenvolver aviões menores capazes de combater insurgentes e terroristas, a um custo mais acessível do que o dos jatos mais avançados. “O objetivo é observar novas formas de aumentar a eficiência e a letalidade”, afirmou, em nota oficial, o General David Galdfein, chief of staff da USAF. Das quatro aeronaves participantes, no entanto, apenas duas realmente concorrem pelo contrato, que pode movimentar algo em torno de US$ 3,5 bilhões: o AT-6 Wolverine, da americana Textron, e o A-29 Super Tucano, o pequeno notável da brasileira Embraer.
Relação bilateral: A maior dificuldade do negócio é chegar a um acordo em que Donald Trump possa dizer que comprou, ao mesmo tempo em que Michel Temer diga que não vendeu a Embraerhttps://www.istoedinheiro.com.br/guerra-nos-ares/
quinta-feira, 4 de janeiro de 2018
terça-feira, 2 de janeiro de 2018
Proposta da Boeing inclui divisão militar da Embraer
IGOR GIELOW
DE SÃO PAULO
DE SÃO PAULO
Isso tornará a conversa ainda mais sensível politicamente, já que o governo brasileiro diz que vetará a perda de controle nacional da empresa devido à sua importância estratégica na área militar.
A gigante americana não tem um formato fechado de oferta. Trará à mesa exemplos de parceria na área militar que dão salvaguardas de soberania aos países.
No Reino Unido, a Boeing abriu uma unidade de defesa em 2008 e emprega mil pessoas. É listada com uma "contratada X", por obedecer a uma série de requisitos de controle por parte do governo. Entre eles, ter sete altos funcionários se reportando à pasta da Defesa, inclusive dois diretores britânicos.
Na mão inversa, a empresa de defesa britânica BAE Systems abriu uma unidade nos EUA que obedece a critérios rígidos, para manter sigilo de informações militares.
Na Austrália, a Boeing tem sua maior operação externa, com 2.000 funcionários. Lá ela também está sujeita a controle governamental de dados sensíveis.
A especulação inicial de que a Boeing só estava interessada em adquirir a nova linha de jatos regionais da Embraer, a exemplo do que sua rival europeia Airbus havia feito em outubro com a canadense Bombardier.
A aviação executiva, ponto forte em modelos pequenos e médios da Embraer, também está na mira porque não é nicho da Boeing.
Ao acenar com uma parceria maior, mesmo sem controle acionário da Embraer, terá de convencer o governo de que decisões estratégicas brasileiras serão preservadas.
A posição da Embraer é única justamente devido à sua área de defesa responsável por quase 20% do faturamento da empresa (outros 20% na aviação executiva, o resto em jatos regionais).
Desde quando foi criada pelos militares em 1969, a Embraer tem relação umbilical com a Força Aérea, sua principal cliente de defesa mesmo após a privatização de 1994. A empresa participa de projetos estratégicos para o país: programas aeronáuticos militares sob demanda e, por meio de subsidiárias, desenha o controle de fronteiras do Exército, parte do reator do futuro submarino nuclear brasileiro e atua no mercado de satélites.
Assim, a reação do presidente Michel Temer após o anúncio das negociações, em 21 de dezembro, foi a de aprovar as conversas mas rejeitar qualquer perda de controle.
Detentora de uma "golden share", ação especial herdada na privatização, a União pode vetar negócios. Quem quiser mais de 35% das ações, precisa de aval federal. O que realmente preocupa o governo são as questões estratégicas e o poder que o Congresso dos EUA terá sobre elas. É preciso, contudo, relativizar.
Primeiro, a estrutura acionária da empresa é pulverizada, e seus maiores investidores são estrangeiros.
Segundo, na prática o contribuinte brasileiro paga pela exportação aos EUA de um produto que gera renda a americanos. Cerca de 60% do valor de um avião regional da Embraer vem de componentes americanos. O BNDES financiou, de 2001 a 2016, US$ 14 bilhões em exportações de aviões montados no Brasil para os EUA. Se a preocupação dos militares sobre eventuais vetos de exportações pelo Congresso americano é legítima, não é inédita: a própria Embraer já teve venda à Venezuela do Super Tucano, avião cheio de partes importadas, vedada pelos EUA.
A inquietação se dá porque a área de defesa é celeiro de inovação na Embraer, com especialização compartilhada com os militares e transbordo para tecnologias civis.
ONDE ATUA A EMBRAER
AERONÁUTICA
Desenvolve o KC-390, vende e dá suporte ao Super Tucano, moderniza AMX e F-5
DEFESA DE FRONTEIRAS
Pela subsidiária Savis, desenvolve o sistema de controle de fronteiras do Exército, projeto de R$ 12 bi
ESPAÇO
Associada à Telebras na subsidiária Visiona, investe em satélites de comunicação
SUBMARINO NUCLEAR
Pela subsidiária Atech, desenvolve o sistema de controle do reator nuclear para submarino da Marinha
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
![]() | ||
| GIGANTE DA AVIAÇÃO Boeing quer comprar braço de jatos comerciais da Embraer |
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
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| EMBRAER x BOEING Os principais aviões de cada fabricante http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/01/1947358-negocio-com-boeing-inclui-divisao-militar-da-embraer.shtml |
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terça-feira, 26 de dezembro de 2017
EMBRAER KC-390 ALCANÇA CAPACIDADE INICIAL DE OPERAÇÃO
Novo estágio do projeto assegura as condições mínimas para o início das operações da aeronave

O KC-390 foi encomendado pela FAB para substituir os antigos cargueiros turbo-hélice C-130 Hercules (FAB)
O novo jato de transporte militar e reabastecimento KC-390 completou um marco fundamental nesta quarta-feira (20), com a demonstração pela Embraer à Força Aérea Brasileira (FAB) do atingimento da Capacidade Inicial de Operação (Initial Operational Capability – IOC).
Como explica a fabricante, o IOC assegura as condições mínimas necessárias para o início das operações com aeronave, de acordo com o escopo de missões acordado com a FAB. Ainda como parte do mesmo processo, a Embraer obteve um Certificado de Tipo Provisório do KC-390 junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), atestando a adequação do projeto aos requisitos de homologação de aeronaves da categoria de transporte.
“É com grande satisfação que anunciamos o atingimento deste marco importante para o Programa KC-390”, disse Jackson Schneider, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. “A campanha de certificação tem avançado conforme o planejado e os testes realizados tiveram grande sucesso, comprovando a maturidade da aeronave e confirmando o desempenho e as capacidades previstas”.
Segundo a Embraer, até o presente momento, a campanha de testes do KC-390 acumula mais de 1.500 horas de voo nos dois protótipos e mais de 40.000 horas de ensaios em laboratório dos diversos sistemas da aeronave. A fabricante também adiantou que a campanha de avaliações sobre componentes estruturais do jato se aproxima do fim, restando apenas o ensaio de fadiga em corpo de prova em escala real.
Ao longo de 2018, estão previstos a emissão do Certificado de Tipo final pela ANAC, bem como a realização de ensaios em voo de diversas funcionalidades militares, incluindo testes remanescentes de reabastecimento aéreo, lançamento de cargas e outros, para o projeto alcançar a Capacidade Final de Operação (Final Operational Capability – FOC), a certificação militar final da aeronave.

O KC-390 é projetado para transportar até 26 toneladas de carga, capacidade superior a do Hercules (FAB)
A entrega do primeiro KC-390 de série à FAB está programada para acontecer no segundo semestre de 2018. Ao todo, a Aeronáutica vai receber 28 exemplares do novo cargueiro da Embraer ao longo de 12 anos.
Outro cliente próximo de comprar o novo avião brasileiro é a força aérea de Portugal, que planeja assinar um contrato para cinco pedidos firmes e opção para aquisição de mais uma unidade. As entregas dessa encomenda começam a partir de 2021.https://airway.uol.com.br/embraer-kc-390-alcanca-capacidade-inicial-de-operacao/
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Embraer confirma discussão para potencial fusão com a Boeing
https://www.terra.com.br/economia/embraer-confirma-discussao-para-potencial-combinacao-de-negocios-com-boeing,0935b8436cde47e11f882a0609daa992fn4xmdke.html
Jato da Embraer em São José dos Campos, no Brasil 07/03/2017 REUTERS/Roosevelt Cassio
Foto: Reuterssexta-feira, 27 de outubro de 2017
terça-feira, 17 de outubro de 2017
Exército do Líbano recebe primeira leva de aviões A-29 Super Tucano produzidos pela Embraer
POR DIOGO BERCITO
Após quase dois anos de espera o Exército libanês recebeu neste mês a primeira leva de aviões A-29 Super Tucano produzidos em parceria pela brasileira Embraer e pela norte-americana Sierra Nevada. Duas das seis aeronaves compradas já chegaram ao país, segundo relatos locais.
Os super-tucanos devem ser utilizados pelas forças aéreas libanesas para operações de combate ao terrorismo e de manutenção fronteiriça –o Líbano é vizinho da Síria, engolida em uma guerra civil desde março de 2011, com mais de 500 mil mortos. O Líbano tem hoje uma diminuta frota aérea.

Segundo o jornal libanês “Daily Star”, pilotos e pessoal de suporte receberam treinamento nos EUA nos últimos meses. O governo americano foi o responsável pela doação das aeronaves como parte de seu programa de apoio ao Exército libanês, e deve fornecer também sistemas de ataque que incluem mísseis guiados a laser, possivelmente acoplados aos A-29 da Embraer.
O material de divulgação da Embraer descreve o A-29 Super Tucano como:
[…] aeronave turboélice durável, versátil e potente capaz de executar uma ampla gama de missões de apoio aéreo tático, mesmo operando em pistas não preparadas. Devido ao seu projeto original, alta velocidade e grande capacidade de manobra, o Super Tucano é o único avião em sua classe cujo cockpit apresenta excelente visibilidade, sendo extremamente eficiente e pouco vulnerável. […] Com mais de 140 configurações de armamentos certificadas, o avião está equipado com tecnologias avançadas em sistemas eletrônicos, eletro-ópticos, infravermelho e laser, assim como sistemas de rádios seguros com enlace de dados e uma inigualável capacidade de armamentos.
O valor do contrato não é foi divulgado. Mas um acordo entre Embraer, Sierra Nevada e o governo americano travado em 2015 envolvendo 20 aviões foi estimado à época em US$ 428 milhões (o equivalente a R$ 1,3 bilhão). Procurada pelo Orientalíssimo blog, a Embraer não confirmou a entrega das aeronaves ao Líbano, feita diretamente pela Força Aérea dos EUA. O Super Tucano tem batido asas em diversos outros contratos, incluindo Gana, Mali, e os Estados Unidos.
http://orientalissimo.blogfolha.uol.com.br/2017/10/17/exercito-do-libano-recebe-primeira-leva-de-avioes-a-29-super-tucano-produzidos-pela-embraer/
Embraer Anuncia Encomenda de Seis A-29 Super Tucano para um Cliente Não Revelado

A Embraer anunciou hoje pedido firme de 6 (seis) aeronaves de ataque leve e treinamento avançado A-29 Super Tucano para um cliente não revelado. As aeronaves poderão ser utilizadas para treinamento tático e avançado bem como em missões de ataque leve e ISR (inteligência, vigilância e reconhecimento). As entregas serão concluídas em 2018.
O A-29 Super Tucano é uma aeronave turboélice durável, versátil e potente capaz de executar uma ampla gama de missões, mesmo operando em pistas não preparadas. Em mais de dez anos de operação, o Super Tucano já alcançou um excelente histórico de desempenho: mais de 320 mil horas de voo e mais de 40 mil horas de combate. Com mais de 150 configurações de armamentos certificadas, o avião está equipado com tecnologias avançadas em sistemas eletrônicos, eletro-ópticos, infravermelho e laser, assim como sistemas de rádios seguros com enlace de dados e uma inigualável capacidade de armamentos.
sexta-feira, 15 de setembro de 2017
domingo, 10 de setembro de 2017
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quarta-feira, 29 de março de 2017
EMBRAER E195-E2 VOA PELA PRIMEIRA VEZ
Maior aeronave comercial já construída no Brasil decolou antes do previsto pela fabricante
A Embraer comemorou nesta quarta-feira a primeira decolagem do E195-E2, maior versão da nova família de jatos comerciais da empresa. A aeronave havia sido apresentada no início do mês e a própria fabricante reconhecia que o primeiro voo deveria ocorrer mais cedo do que se pensava. Mas talvez ninguém esperasse isso apenas três semanas depois do roll-out.
O jato comercial é também o maior avião já desenvolvido no país. Versão ampliada e aprimorada do primeiro E195, o novo avião possui 41,5 m de comprimento e 35,1 metros de envergadura. Segundo a Embraer, ele pode levar até 146 passageiros, dependendo da configuração escolhida pelo cliente. Na prática, são três fileiras extras em relação ao antecessor.
“O E195-E2 oferece aos nossos clientes a oportunidade de desenvolver novos mercados com maior lucratividade sem comprometer a competitividade de custo unitário. É uma máquina de geração de resultado”, explicou John Slattery, Presidente da divisão de aviação comercial da Embraer.
A aeronave decolou de São José dos Campos, sede da empresa, às 11 horas e 22 minutos e voou por cerca de duas horas. A tripulação foi formada pelos pilotos Márcio Brizola Jordão e José Willi Pirk, e os engenheiros de voo Celso Braga de Mendonça e Mario Ito. Já nesse primeiro voo, eles avaliaram o desempenho da aeronave, qualidade de voo e o comportamento de sistemas como o piloto automático, fly-by-wire e retração do trem de pouso.
Novos competidores
Demonstrar avanços em seus projetos é uma forma de a Embraer se diferenciar dos seus concorrentes, quase todos enfrentando problemas com o desenvolvimento de seus aviões. A Bombardier, por exemplo, apenas no ano passado conseguir colocar em operação a família CSeries.
Quanto aos novos rivais dos E-Jets, muitos problemas pela frente: a Mitsubishi já postergou a entrega dos primeiros MRJ90 para 2018 e a Sukhoi, embora já tenha entregue um bom número de Superjet 100, seu modelo, depende demais do mercado russo para garantir sua produção.
A versão E195 deve entrar em serviço em 2019, mas com o cronograma antecipado não é arriscado dizer que a Embraer possa entregá-lo antes do planejado, caso haja interesse em seus operadores (a Azul será o primeiro deles). Até o momento, 275 aeronaves foram encomendadas e 415 cartas de intenção foram assinadas. Veja abaixo o momento da decolagem do E195-E2.
O desafio agora é provar qual desses jatos é capaz de entregar a eficiência operacional e proporcionar retorno financeiro para seus clientes. Quem acertar a mão deve levar vantagem nas futuras encomendas que virão.
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