Guerra nos ares
Em um cenário de consolidação, Boeing e Embraer querem unir forças para ganhar escala na batalha pelo mercado de jatos regionais. Mas é na área militar que o acordo entre as duas companhias desperta mais interesse. Com os avançados Super Tucano e KC-390, a grande joia da indústria brasileira é estratégica para os americanos, que não vão poupar esforços para convencer o presidente Michel Temer de que o negócio será bom para ambas as partes

Força bruta: o cargueiro militar KC-390 recebeu aportes de R$ 6 bilhões do governo. Para a Boeing, é uma chance de incomodar a Lockheed Martin, sua maior rival do setor de defesa (Crédito: Divulgação)
Rodrigo caetano05.01.18 - 19h00 - Atualizado em 05.01.18 - 19h49
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Em agosto do ano passado, os céus do Novo México, nos Estados Unidos, foram tomados por uma verdadeira demonstração de poder de fogo. A Força Aérea Americana (USAF) realizou uma série de provas com aviões leves de ataque nos arredores da base de Holloman, um importante centro de testes militares. O exercício faz parte do programa Combat Dragon, um antigo projeto militar – seu início remete aos tempos da Guerra do Vietnã – para desenvolver aviões menores capazes de combater insurgentes e terroristas, a um custo mais acessível do que o dos jatos mais avançados. “O objetivo é observar novas formas de aumentar a eficiência e a letalidade”, afirmou, em nota oficial, o General David Galdfein, chief of staff da USAF. Das quatro aeronaves participantes, no entanto, apenas duas realmente concorrem pelo contrato, que pode movimentar algo em torno de US$ 3,5 bilhões: o AT-6 Wolverine, da americana Textron, e o A-29 Super Tucano, o pequeno notável da brasileira Embraer.
Relação bilateral: A maior dificuldade do negócio é chegar a um acordo em que Donald Trump possa dizer que comprou, ao mesmo tempo em que Michel Temer diga que não vendeu a Embraerhttps://www.istoedinheiro.com.br/guerra-nos-ares/
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