terça-feira, 16 de agosto de 2016

EXCLUSIVO: Marinha veta presença dos mergulhadores do Corpo de Bombeiros/RJ nas buscas, debaixo d’água, ao caça que sumiu na Região dos Lagos

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Treinamento dos mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar fluminense
Por Roberto Lopes
Fonte da Secretaria da Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro revelou à coluna INSIDER que os mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) não estão sendo autorizados pela Marinha a acompanhar seus colegas militares nos mergulhos em busca do caça AF-1B, que colidiu no ar com outra aeronave e desapareceu no mar defronte à Região dos Lagos (RJ).
Como o jato do Esquadrão Falcão da Força Aeronaval não representa nenhum tipo de segredo tecnológico, a única explicação que os bombeiros encontram para o veto à sua ajuda é a de que os militares querem evitar qualquer tipo de vazamento de informação a respeito do estado em que se encontra a aeronave, no leito submarino.
Extraoficialmente os militares comentam que desejam evitar que os  mergulhadores dos Bombeiros acionem, por engano, algum dispositivo que possa deflagrar a carga explosiva do assento ejetor do caça – que, aparentemente, não foi detonada, já que o assento não foi acionado.
Os mergulhadores dos Bombeiros estranham a atitude da Marinha. Eles são todos voluntários, detentores de um curso de especialização de quatro meses promovido pelo Grupamento de Busca e Salvamento sediado na Barra da Tijuca (RJ) e considerados “tropa de elite” do CBMERJ.
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Mergulhadores do CBMERJ
Encontro – Passados 21 dias desde o acidente, ocorrido durante um voo de rotina no qual dois caças simulavam ataque a um navio de superfície (fragata Liberal), a Marinha ainda não se liberou do trauma da perda do piloto do jato desaparecido, capitão de corveta Igor Bastos.
Tanto que o próprio Comandante da Força, almirante de esquadra Eduardo Leal Ferreira, tomou a iniciativa de se encontrar com a família do comandante Igor, para manifestar-lhe sua solidariedade e detalhar todo o conjunto de providências adotado para localizar e resgatar seu avião.
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Comandante da Marinha, almirante Leal Ferreira: encontro com a família do piloto desaparecido
Há, dentro e fora da Marinha, a expectativa de que, diante da falta de novos vestígios do avião, a Marinha comece a pensar em prazos para encerrar o esforço concentrado que faz, atualmente, para encontrar o jato. Até agora somente duas rodas do trem de aterrisagem principal foram dar na praia, a cerca de 60 km do local onde o avião, supostamente, caiu no mar.
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Fragata na Região dos Lagos, participando das buscas ao caça acidentado
Em uma entrevista exclusiva ao portal G1 Região dos Lagos, das Organizações Globo, o chefe do Estado-Maior da Força Aeronaval, capitão de mar e guerra Augusto Fonseca Júnior, tentou demonstrar que a Marinha estava firme no controle da situação.
“Segundo Fonseca Júnior, a Marinha sabe o ponto exato onde o AF-1 Skyhawk caiu e conta com equipes de busca por terra e mar, além de mergulhadores e dos navios de Socorro Submarino “Felinto Perry” e de Pesquisa Hidroceanográfico “Vital de Oliveira”, especializados em buscas”, informou o texto do G1. “Mesmo com o efetivo, o comandante explica a dificuldade em conseguir sucesso nas buscas, que seguem sem interrupções”.
E a reportagem prossegue: ‘São as características do mar, as condições de ressaca que por determinados momentos dificultam um pouco as ações de buscas, mas o processo está andando de uma maneira normal’, disse Fonseca Júnior.
Além do ponto onde a aeronave caiu, a Marinha também tem pontos específicos possíveis, apontados pelos equipamentos de sonda. Esses pontos são vistoriados pelos mergulhadores. No local, segundo o comandante, o fundo do mar é cheio de sedimentos, o que dificulta a visibilidade”.
Em suas declarações o comandante Fonseca Júnior fez questão de enfatizar que todo o equipamento da aeronave estava funcionando perfeitamente, até mesmo os dois localizadores que estavam na cadeira e no colete do piloto. Nenhum deles foi ativado.
‘As investigações estão sendo conduzidas para que todos esses fatores contribuintes que aconteceram no acidente possam ser elucidados. [Os localizadores] estavam instalados na aeronave e em perfeitas condições de uso. Os voos sem equipamentos de localização são proibidos’, garantiu”.
A coluna INSIDER apurou que um dos pontos que mais intriga os chefes navais é porque não houve a ejeção do piloto. O resgate da aeronave do fundo do mar e uma vistoria em seus sistemas atestarão se o jato estava mesmo com os seus equipamentos em perfeitas condições de funcionamento.
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http://www.planobrazil.com/exclusivo-marinha-veta-presenca-dos-mergulhadores-do-corpo-de-bombeirosrj-nas-buscas-debaixo-dagua-ao-caca-que-sumiu-na-regiao-dos-lagos/

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