sábado, 7 de abril de 2012

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07/abril/2012 - Redução de custos na aviação pode afetar a segurança dos voos, alertam sindicatos

São Paulo – A demissão de 86 pilotos e copilotos e 45 comissários esta semana pela Gol Linhas Aéreas indica problemas e instabilidade, avaliam sindicatos do setor. Gelson Dagmar Fochesato, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), disse que a questão vai além das demissões. “As empresas do setor concorrem e se destroem entre si para apresentar menos custos aos passageiros, e crescem além de sua capacidade, até o ponto em que retrocedem. As consequências sobram para os trabalhadores.”

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac/CUT) emitiu um comunicado afirmando que a Gol pretende transferir todos os despachantes técnicos do país para Congonhas e criar uma central de controle a partir do aeroporto paulista para efetuar, à distância, o balanceamento das suas aeronaves em todo o Brasil. Para a entidade, a "retirada desses profissionais dos aeroportos impedirá o balanceamento correto das aeronaves e ampliará as chances de acidentes nas pistas, colocando em risco a vida de passageiros e tripulantes".

Procurada para falar sobre o assunto, a Gol informou que, para se adequar à nova realidade do mercado, fará uma redução diária entre 80 e 100 voos, de um total de 900 operados, o que inclui parte da malha da WebJet, comprada no ano passado. Segundo a empresa, a medida não afetará as necessidades operacionais do setor e será mantida a oferta prevista para 2012.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) disse que se “trata da política empresarial da companhia aérea” e a sua orientação é que os regulamentos pertinentes às normas de aviação civil continuem a ser seguidos pela companhia.

Fochesato cobra mais atenção do poder público. “Estamos aqui para defender os trabalhadores, mas é preciso existir uma política definida para o setor, apoio maior do governo e regulamentação, desde os preços estabelecidos pelas companhias aéreas até as ações decididas pelas empresas que afetam diretamente a estrutura. Da forma como as coisas vêm ocorrendo, temos uma instabilidade no setor e não sabemos o que será do futuro”, disse.

Sobre as demissões atuais, o presidente do SNA disse que a Gol previa um crescimento na demanda do transporte aéreo, o que não ocorreu em razão de seu "planejamento exagerado", somado à redução de demanda e ao aumento de custos provocados pela crise financeira mundial e pelo preço mais alto do combustível. Fochesato afirmou ainda que a Anac não está preparada para resolver a situação. “A Anac não se preocupa com a empresa aérea, se preocupa com o passageiro. Mas quem deve agradar o passageiro é o Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor), garantindo o seu direito enquanto consumidor." Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/



06/abril/2012 - Cobertura da FIDAE 2012 – Santiago, Chile - Cavok

O Cavok Brasil esteve presente na maior feira aeroespacial da América Latina, a 17ª edição da FIDAE (Feira Internacional do Ar e do Espaço), realizado no Aeroporto Arturo Merino Benitez, em Santiago, capital do Chile, entre os dias 26 de março e 1° de abril. O evento deste ano contou com a presença de grandes aeronaves comerciais, presença de aeronaves militares que fizeram estreia na América do Sul e a tradicional presença da Esquadrilha da Fumaça, que mais uma vez encantou os chilenos, talvez uma última vez com os T-27 Tucanos. No final da matéria tem uma galeria com todas as principais imagens do evento. Para quem quiser ver mais, pode acessar as fotos do dia 27 aqui.

As grandes aeronaves comerciais Airbus A380 e Boeing 787 Dreamliner foram justamente os principais destaques da FIDAE 2012, além do avião de transporte militar Airbus A400M. O Airbus A380 fez sua segunda visita a Santiago do Chile (a primeira vez foi em 2008), mas este ano foi aberto para visitação (vejam fotos). O A380 estava participando de um tour pela América Latina e havia feito uma parada no Brasil antes da FIDAE. Cehgou no Chile no sábado, dia 24, e foi embora no dia 30, seguindo para Buenos Aires, antes de retornar para Toulouse na França. A aeronave A380 MSN4, que realizou seu primeiro voo no dia 18 de outubro de 2005, estava ainda sendo usada como plataforma de testes, e seu interior estava repleto de sensores e cabos, aliás quilômetros de cabos que atravessavam toda aeronave. Ele foi remotorizada em 2008, trocando os motores Rolls Royce Trent 900 pelos motores Engine Alliance GP7200. Até o momento já realizou mais de 900 voos e 3.000 horas de voo.

A fabricante norte americana Boeing levou para FIDAE seu mais novo e moderno 787 Dreamliner, que está realizando o Dream Tour 2012. A aeronave está com o interior todo decorado e durante a FIDAE apenas realizou voos com potenciais clientes, inclusive das companhias aéreas TAM e LAN, as quais estão finalizando o acordo de fusão. Infelizmente, um voo que estava marcado com a direção das duas empresas na quarta-feira foi cancelado no final da tarde devido a uma questão relacionada ao posicionamento da aeronave muito próxima da torre de controle. A ponta da asa do 787 ficou numa posição que impedia sua saída com o trator que rebocava a aeronave. Durante a noite foi usado um novo trator com maior mobilidade e conseguiram retirar o Dreamliner da posição. A aeronave 787 ZA003 presente na FIDAE estava equipada com motores Rolls Royce Trent 1000, e de acordo com o vice-presidente de Marketing da Boeing Commercial Airplanes, Randy Timseth, o Dreamliner já possui mais de 780 encomendas de 60 clientes.

Um outro gigante, desta vez da área militar, foi o Airbus Military A400M que chegou em Santiago no dia 26 de março. A aeronave Grizzly 2 estava participando de testes em aeroporto de grande altitude na América do Sul, e fez uma parada nos seus voos de testes para ser apresentado no Chile. Durante o voo para o Chile, fez uma parada para reabastecimento em Salvador. Na quarta-feira, dia 28, a aeronave decolou de Santiago e seguiu para Bolívia, onde fez testes de operações de voo no Aeroporto de La Paz.

Como sempre, os donos da casa, a Força Aérea Chilena (FACH), aproveitaram a oportunidade para mostrar todas suas aeronaves militares e compareceram com quatro caças F-16 Fighting Falcons (dois F-16Cs e dois F-16AMs, incluindo um do último lote adquirido da Holanda), um Hercules com o cockpit modernizado no conceito glass, um ENAER Pillan, um Super Tucano e um dos seus três aviões de reabastecimento aéreo KC-135 Stratotankers, além de várias outras aeronaves como A-36, Boeing 737-300, Twin Otter e F-5 Tiger III. Na área de helicópteros estavam um Bell 412, um Bell UH-1H e um Black Hawk. Durante a semana, o Exército do Chile também trouxe suas aeronaves. A Marinha Chilena compareceu com uma aeronave Pilatus e um helicóptero. Um helicóptero Ecureuil da Polícia de Investigações realizou voo de demonstração anti-crime. Se apresentando em voo, o Chile demonstrou seus caças F-16 (Block 50 e MLU) e também a sua esquadrilha de demonstração aérea Halcones, com aeronaves Extra 300L.

Mas o que mais foi sentido foi a pouco participação de aeronaves estrangeiras. A Força Aérea Brasileira foi a maior representante estrangeira deste ano, contando com as sempre presentes aeronaves T-27 Tucano da Esquadrilha da Fumaça, que vieram acompanhadas de um C-130 do Esquadrão Coral (este que não ficou exposto na feira), mais dois caças Mirage 2000C, um E-99 Guardião, um helicóptero EC725 (H-36) Caracal e um VC-99B, este último colocado fora da exposição, e que trouxe a comitiva de autoridades militares da FAB.

A Coréia do Sul levou duas unidades da aeronave mais apreciada durante a semana. A Korean Aerospace Industries levou para o Chile dois jatos Golden Eagle, um T-50 e um TA-50, um deles com a camuflagem cinza e um nas cores de treinamento da Força Aérea da República da Coreia (RoKAF), que fez belíssimas e precisas apresentações. A aeronave foi desenvolvida e está sendo comercializada com o apoio da Lockheed Martin, que disputa nos EUA o contrato para venda das aeronaves de treinamento avançado T-X da USAF.

Falando em Estados Unidos, a USAF teve uma participação pequena este ano, contando apenas com dois caças F-16C da Texas Air National Guard, um C-130 Hercules, e um KC-10 Extender de rebastecimento em voo, os quais permaneceram apenas na exposição estática. Embora eles tenham vindo para participar de um exercício militar em Antofagasta com a Força Aérea do Chile, se comparado a outros anos, a participação desde ano da USAF deixou a desejar.

Uma impressionante apresentação em voo foi a do Alenia C-27J Spartan, que veio da Itália, com escalas em Natal e Florianópolis no Brasil, e fez manobras acrobáticas em voo, incluindo loopings e tounneaus. Seus pilotos são ex-pilotos de caças da Força Aérea Italiana, e voam a aeronave que possui os mesmos motores do C-130J. O Spartan, dependendo a configuração, pode levar até 36 macas e seis médicos, ou 46 paraquedistas, ou ainda sessenta soldados. No modo de carga, pode levar até 11,5 toneladas.

Uma das empresas com maior presença na feira foi a Israel Aircraft Industries, que levou um dos seus grandes UAV Heron e deixou ele na área de exibição estática.

A Argentina, através da FAdeA, levou para FIDAE duas aeronaves IA-63 Pampa, uma delas, o Pampa II na exposição estática com toda gama de armamentos possíveis, e outra apresentada em voo.

A Bombardier levou para FIDAE a sua aeronave turboélice regional Q400 NextGen que realizou voos para imprensa. O Cavok Brasil esteve a bordo num dos voos, que partiu do Aeroporto Arturo Merino Benitez, foi até o litoral e retornou, com duração de 25 minutos, onde pudemos experimentar o conforto e o baio ruído de seus motores equipados com hélices com seis pás.

Na área de aviação executiva, a Embraer levou suas duas aeronaves Phenom, o Very Light Jet Phenom 100 e o Light Jet Phenom 300, que realizaram diversos voos para clientes em potencial, juntamente com seu representante local Aerocardal. A Embraer também esteve presente com toda sua linha de produtos expostos no stand da Embraer Segurança e Defesa e no chalé que recebeu a visita inclusive do Ministro da Defesa Celso Amorim. A presença brasileira por sinal foi bem comentada e esteve amplamente presente no Pavilhão H, contando com a presença também da AEL, do grupo Elbit Systems, que mostrou um simulador com as telas usadas nas aeronaves Super Tucano.

A Gulfstream levou um G-450 e um G-150. A Bombardier estava presente com um Challenger 300 e um Learjet 45XR. A Cessna levou um Citation Mustang e um Citation CJ4, e a Hawker Beechcraft levou um Hawker 400XP e um King Air, além do King Air 350ER Special Mission, o qual o Chile demonstrou interesse como plataforma de ISR para Força Aérea Chilena.

Outras aeronaves que foram apresentadas na área estática foram um Pilatus PC-12 NG da Suíça, um GA-8 Airvan da Austrália, um Dornier Do-328 da Alemanha e um AT-802 Air Tractor e um Cirrus SR-22 dos EUA.

Asas rotativas

Na área de asas rotativas, a Eurocopter sempre tem um destaque na feira, e este ano, além de apresentar o EC725 da FAB, levou um AS365 N3, e os executivos EC120 Colibri, EC130 e EC135, além de uma maquete do demonstrador de tecnologia X3. A AgustaWestland apresentou um AW109 dos Carabineros, que receberam um novo AW109 Power durante a semana da feira.

A Bell Helicopter destacou para o Chile seus helicópteros 407AH de escolta armada e o modelo executivo 429. O modelo 407AH estava equipado com lançadores de foguetes e uma minigun na lateral, e está sendo oferecido ao Exército dos EUA para a competição de novo helicóptero de escolta armada.

Além disso, estava presente na FIDAE um helicóptero polonês PZL W-3A Sokol e um Robinson R44.

No total dos 7 dias do evento, foram expostas e demonstradas em voo 120 aeronaves civis e militares, acima da previsão original de 100, de muito bom tamanho para uma feira realizada na América do Sul, principalmente num momento de restrições orçamentárias pelo mundo.

Veja +++ no link abaixo

http://www.airfln.com.br/noticias.php

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