quinta-feira, 7 de julho de 2011

FAB tenta recuperar cabine de helicóptero que matou 7 na BA

Peças de helicóptero foram localizadas flutuando no mar. Foto: Mário Bittencurt/Agência A Tarde

Peças de helicóptero foram localizadas flutuando no mar
Foto: Mário Bittencurt/Agência A Tarde


A Força Aérea Brasileira (FAB) participa nesta quinta-feira de uma força-tarefa envolvendo equipes da Marinha, da Polícia Militar e dos Bombeiros, na tentativa de retirada da cabine do helicóptero que caiu no mar na região de Trancoso, no sul da Bahia, na noite de 17 de junho. As sete pessoas que estavam a bordo da aeronave - incluindo a namorada do filho do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB) - morreram no acidente.

Segundo o Centro de Comunicação da Aeronáutica, não é possível saber em que condições estão os equipamentos da aeronave. Caso seja possível a realização de perícia, o material será enviado para o Rio de Janeiro, onde as análises serão feitas.

O acidente
A aeronave, modelo Eurocopter AS 350 B2 Esquilo, deixou Porto Seguro em direção ao condomínio de luxo Jacumã Ocean Resort, em Trancoso, e desapareceu na noite da última sexta-feira. No momento do acidente havia uma forte neblina.

De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), a aeronave decolou de Porto Seguro às 18h41 e tinha previsão de voar por 10 minutos até a Fazenda Jacumã, seu destino final. A última visualização radar da aeronave ocorreu às 18h57, a aproximadamente 23 km, em direção ao mar, do aeródromo de Porto Seguro.

O piloto do helicóptero não fez qualquer contato com o controle de tráfego aéreo local para informar alguma anormalidade com a aeronave, segundo nota da FAB.

Anac abre processo para investigar queda
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) abriu um processo administrativo para apurar as possíveis irregularidades referentes ao acidente. Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro, a situação da aeronave era regular, mas as habilitações do empresário Marcelo Mattoso de Almeida, que pilotava o helicóptero, estavam vencidas desde 2005. Além disso, conforme nota da Anac, ele não tinha certificado de capacidade física (CCF) válido. Para obter a autorização do voo, foi declarado no plano entregue a Aeronáutica o código pertencente ao piloto Felipe Calvino Gomes, que está regular.

Terra

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